Google Analytics

9 razões para usar o Google Tag Manager

12 Abr , 2018  

Quanto mais útil e relevante o seu site se torna, pior poderá ser o seu desempenho. Isto acontece porque os webmasters estão constantemente a adicionar etiquetas para melhorarem o seu rastreamento, otimização e outras funcionalidades dos respetivos sites; isto acaba por inundar as páginas com etiquetas de terceiros, podendo tornar o seu site cada vez mais lento. 

 

Com o Google Tag Manager, os marketers conseguirão adicionar, editar ou remover etiquetas de marketing e medição sem a intervenção de webmasters. Isto acelerará o processo do ponto de vista do marketing, ao mesmo tempo que dará uma maior autonomia e controlo sobre o fluxo de trabalho, libertando os webmasters para outras tarefas importantes. 

 

 

 

 

O que são etiquetas (TAGS)? 

 

 

 

Para os mais novatos, tentarei dar uma definição muito simples. Essencialmente, etiquetas são fragmentos de código – por norma, de javascript – que executam uma função específica no seu website. Por exemplo, o fragmento do Google Analytics é uma etiqueta. As etiquetas também lhe permitem medir o impacto da publicidade no seu website, utilizar o remarketing e o redirecionamento, entre muitos outros. 

 

 

 

Por que haveria de usar um sistema de gestão de etiquetas? 

 

 

Trabalhar com etiquetas poderá ser muito complexo. Os sites mais complexos poderão ter bastantes etiquetas ou fragmentos de código que precisam de ser adicionados, que requerem atualizações regulares ou que têm instalações complexas, mas não tem só que ver com a complexidade, e existem outras razões que justificam a utilização de uma ferramenta para gerir todas as suas etiquetas – particularmente o Google Tag Manager ( Gestor de Etiquetas). 

 

 

1. O Google Tag Manager é gratuito e válido para o futuro

 

Os sistemas de gestão de etiquetas não são uma nova invenção – têm existido há anos – mas a maioria cobra uma taxa de utilização. O do Google é gratuito, o que o torna bastante atraente. Assemelha-se às táticas da Microsoft durante as ‘Guerras dos Navegadores’ em meados dos anos 90. Dê algo de borla e deixe a competição numa situação redundante.

Quem já trabalha com computadores há algum tempo, sabe como é que isso correu à Microsoft, mas o Google não cometerá o mesmo erro. Se há algo que decerto não farão, é deixarem que o seu produto se acomode.

Acredito que estejam totalmente conscientes de que os marketers, e aqueles que detêm um negócio, precisam de uma forma para facilmente gerir e atualizar as suas etiquetas/fragmentos de código sem ter de mexer no código em si.

A iteração lançada pelo Google quase há dois anos sublinha exatamente isso, algo que foi capaz de refinar a terminologia para que os ‘tecnofóbicos’ possam compreender a semântica nela envolvida. Mas o fato de ser gratuito e válido para o futuro não é a única razão que torna o GTM a melhor coisa desde o pão fatiado (ligeiro exagero).

 

2. Maior autonomia para os marketeers 

 

Antes do Gestor de Etiquetas Google, quando queríamos colocar um script de rastreio em páginas específicas do website do nosso cliente, teríamos de entrar em contato com o desenvolvedor em causa, enviar-lhe o script que queríamos executar, dar-lhe instruções para fazê-lo, esperar pela respetiva confirmação de que o script havia sido instalado e, por fim, verificarmos se ele estava a reportar tal como queríamos.

Este processo por vezes poderia demorar vários dias. Se tivesse um programador interno, o processo poderia ser mais curto. Se gerisse o backend do site, então acredito que o processo pudesse ser ainda mais simples.

Neste caso os marketeers ficam com total autonomia para executar esta tarefa!

 

 

3Facilidade de Utilização

 

Dentro do que é razoável, o Gestor de Etiquetas Google permite-lhe inserir uma vez um pedaço de código, sem ter que alguma vez se preocupar com o seu webmaster. Isto é perfeito para equipas que têm um programador web externo, pois não lhe terá de pedir alterações reiteradamente.

Em equipas internas, o programador também conseguirá focar-se no melhoramento do website, ao invés de fazer alterações para beneficiar os seus dados, além de simplificar todo o processo.

 

4. Etiquetas pré-definidas

 

 

O Google está plenamente consciente de que a maioria dos websites utiliza uma seleção similar de etiquetas. Isto não está limitado apenas ao Google Analytics ou aos Pixels de Conversão AdWords – também inclui outras etiquetas que são utilizadas para fins de remarketing como:

  • Facebook;
  • Custom Events;
  • Doubleclick.

Isto é perfeito para marketers que não estão familiarizados com o código. O fragmento do GTM é inserido uma vez em todas as páginas, e todas as etiquetas são inseridas em páginas nas quais as regras (agora conhecidas como ‘triggers’) se associam à etiqueta designada. Além disso, o Google anunciou que dará suporte a uma vasta gama de novas etiquetas, incluindo HotJar e Anúncios Bing.

 

 

5Modo pré-visualização

 

 

O Gestor de Etiquetas Google também contém uma opção para testar as suas etiquetas antes de publicá-las. A precisão dos dados tem assumido uma importância cada vez maior (e cada vez mais difícil, dado o problema de spam na web), portanto ser capaz de testar a sua implementação a fim de garantir que as suas etiquetas estão a ser executadas corretamente é absolutamente crucial. Isto garante que os seus dados em tempo real não serão nunca afetados. O melhor é dar uma vista de olhos aos documentos de ajuda do Google sobre esta matéria; ela que, no entanto, é bastante fácil de compreender.

 

 

6. Controlo sobre as versões

 

 

Apesar de o modo de depuração ser excelente, por vezes acontecem erros que poderão estar além do seu controlo (pense naquele irritante programador web que decide mudar o código sem consultar o perito em marketing/analytics). O GTM está preparado para essas situações e utiliza o controlo de versão, que lhe permite regressar a versões anteriores, mantendo tudo devidamente organizado. Também pode ajudá-lo a implementar instalações semelhantes em novos recipientes do GTM, já que lista todas as etiquetas que terá de implementar nesta versão em particular.

 

 

7. Ambientes

 

 

Um outro recurso que poderá encontrar no GTM denomina-se ambientes.

Os ambientes permitem-lhe controlar transversalmente a sua instalação do gestor de etiquetas em websites ou aplicações de produção/em tempo real, e os seus equivalentes para o desenvolvimento/faseamento.

À semelhança da depuração e do controlo de versão, este recurso do gestor de etiquetas permite-lhe publicar as suas etiquetas em diferentes ambientes, por exemplo no teste de um servidor, para que não afete ou altere a sua versão em tempo real, quando publicada. Poderá depois partilhar modos de pré-visualização com outros utilizadores para testar mais aprofundadamente a sua instalação – algo incrivelmente útil para as instalações mais complexas.

 

 

8Controlo de utilizador & permissões

 

 

 

De forma semelhante ao que acontece com o Google Analytics, esta aplicação permite-lhe ter controlo sobre aqueles que acedem à sua configuração e sobre o nível de autorização que possuem no GTM. “Ver apenas” é o nível mais baixo de permissão, que poderá alterar para ‘Editar’, ‘Eliminar’ ou ‘Publicar’, numa base individual por recipiente.

Dentro das contas (comparável a uma conta no Google Analytics) poderá então definir o acesso como ‘Ver apenas’, ou ‘Ver, editar e gerir’.

 

 

9Melhorar a sua experiência de utilizador

 

 

 

Como é que um sistema de gestão de etiquetas poderá melhorar a sua experiência de utilizador? Bem, poderá fazê-lo direta e indiretamente. O seu impacto direto é a melhoria da velocidade do site.

 

– Velocidade do Site

 

Suponhamos que tem várias etiquetas no seu website. Isto fará com que haja mais código a carregar, podendo potencialmente ter um tempo de carregamento de página mais lento. Quiçá terá até etiquetas no seu site que são já antigas e inutilizadas.

Os sistemas de gestão de etiquetas apenas carregam o fragmento de etiqueta do recipiente, e todas as etiquetas são hospedadas nesse fragmento. Poderá depois gerir todas as suas etiquetas a partir de uma localização (painel de instrumentos) e acelerar o seu site.

Existem algumas ressalvas a fazer – demasiados fragmentos de etiqueta poderão provocar problemas no tempo de carregamento, por exemplo – mas, em geral, o GTM deverá ser capaz de melhorar a velocidade do site.

O efeito indireto na experiência do utilizar provém de uma implementação mais profunda, que explicarei abaixo.

 

 – Rastreamento de Eventos 

 

Registar eventos em websites não é nada de novo. Para aqueles que não estão familiarizados com o conceito, este engloba código javascript personalizado que poderá adicionar a um website a fim de rastrear eventos como cliques, preenchimentos de formulário, envolvimento com vídeos, e utilização do mapa incorporado. O Gestor de Etiquetas Google está incorporado com um rastreador de eventos – também conhecimento como rastreador automático de eventos.

O termo ‘automático’ é, na verdade, um pouco exagerado. É ainda necessária alguma configuração, mas é algo relativamente simples de ser executado. Não irei aqui debruçar-me sobre esse tutorial, mas os eventos básicos que poderá rastrear são baseados em:

  • cliques;
  • preenchimentos de formulário;
  • cliques em links;
  • tempo específico.

Poderá também criar eventos personalizados que gravam coisas importantíssimas como a profundidade da navegação (scroll tracking).

A razão de isto ser importante? Bem, permite-lhe essencialmente um maior conhecimento sobre as ações que os utilizadores praticam no seu website. Estão a clicar em certos links? Estão a interagir com o conteúdo? Estão a preencher as submissões? Poderá usar esses eventos para criar objectivos específicos para o seu negócio no Google Analytics.

 

 

E finalmente

 

(Continuo) a achar que o Gestor de Etiquetas será uma das próximas grandes apostas do Google. Tendo em conta os recentes desenvolvimentos relacionados com o lançamento da sua gama de produtos gratuitos associados ao Analytics, como por exemplo o Google Optimise, a instalação destas etiquetas assumirá um papel cada vez mais importante.

As pessoas precisam das analytics, pecisam de dados, precisam de ferramentas que lhes poupem tempo ou que lhes simplifiquem os parcos recursos que têm. É por isso que o GTM funciona tão bem. Ainda não é a ferramenta perfeita, mas continuará a ser melhorada.

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Entusiasta e apaixonado pelo mundo da estratégia digital. Consultor em várias empresas, com experiências académicas e profissionais em vários países. Dedica a vida a ensinar e aprender como se maximiza a presença online de pequenas e médias empresas, num contexto cada vez mais complexo.



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